Por sua vez, a cidade, como nos fala Roberto Lobato Correa, Milton Santos, La Blache e outros, é a centralidade de um município, ou seja, onde as ações espaciais, sociais, políticas, econômicas tem maior atuação e repercussão.
Desse modo podemos ter alguns vários conjuntos de relações cidade x campo, onde prevalecerá aquele que tiver maior poder político-econômico-social.
A exemplo, vamos imaginar uma cidade cercada por grandes produtores (algumas cidades interioranas, com Mirandópolis - SP, São Gabriel do Oeste - MS). Grandes produtores são bem articulados entre si e geralmente possuem influências locais, regionais e por vezes, internacionais. Assim, nessas localidade, o campo tem maior importância pois a vida desse município se voltará a atender as necessidades dele.
O oposto vemos em cidades onde uma certa atividade comercial, industrial, administrativa, entre outras, prevalece. São Paulo, Brasília, Campo Grande são exemplos. A atividade no campo é secundária a outras mais destacadas que regem tanto a vida no campo mas principalmente a urbana nas mais variadas escalas ganhando mais centralidade e racionalidade.
Tanto em um como em outro modelo, um sempre supre o outro de acordo com as suas necessidades e realidade, de modo que não é possível dizer em escala global qual tem mais importância.

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