terça-feira, 19 de maio de 2015

O Problema da Escala


Já discutimos aqui a questão do Espaço, mas como estudá-lo?


Para isso precisamos voltar aos primeiros geógrafos-matemáticos que instituíram como Unidade Terrestre, ou seja, o globo atua como um todo, o que acontece em uma parte influencia seus vizinhos e além (La Blache). Porém, para se entender o todo é preciso estudar suas partes. Mas para estudar as partes é necessário entender o todo.

Para tal, através de vários autores como Corrêa, Santos, Humboldt, Ratzel e outros instituíram algumas categorias para analizarmos o espaço, sem que se perca a visão do total.

São eles: Região, Território, Lugar e Paisagem. Vamos explicar cada um deles:


sábado, 16 de maio de 2015

Para que a Geografia serve? Bom, já vimos em publicações anteriores “O que é a Geografia” e O que faz um geógrafo” , agora a questão tão discutida é para que ela serve afinal? No senso comum a Geografia serve para decorar capitais e estados, feições da natureza (maiores lagos, oceanos, colinas, cordilheiras…) ou desenhar e pintar mapas. A Geografia já serviu para várias finalidades: justificar o expansionismo germânico, o colonialismo francês, as divisões regionais, os interesses dominantes, conflitos ideológicos e armados….os limites do quintal da sua casa, seu município, estado e país! Segundo o geógrafo crítico francês Ives Lacoste a “Geografia serve, antes de tudo, para fazer a guerra”, isso não implica que sirva apenas para executar operações militares, ela serve também para organizar os territórios, não só como previsão de batalhas que se deverão travar contra um inimigo X ou Y, mas também para melhor controlar os homens sobre os quais os aparelhos de Estado exercem a sua autoridade. A Geografia é, antes de mais nada, um saber estratégico intimamente ligado a um conjunto de práticas políticas e militares e são essas práticas que exigem a acumulação articulada de informações extremamente variadas, à primeira vista desconexas, de que não é possível compreender a razão de ser, a importância, se nos mantivermos dentro dos limites do saber pelo saber. São as práticas estratégicas que fazem com que a Geografia seja necessária, em primeiro lugar, aos que comandam os aparelhos de Estado. Mas esta é apenas uma das visões da Geografia. Ok, vamos lá, podemos dizer que a Geografia serve para: Amplia o conhecimento do espaço em seus diferentes níveis e olhares, somente pode-se agir no espaço e geri-lo de forma adequada se de fato considerarmos os elementos que o compõe: o solo, clima, a sociedade, cultura, …; potencializar o uso do espaço de forma a minimizar os impactos socioambientais no espaço. Não basta conhecer e descrever um espaço, é necessário pensar o seu uso aproveitando suas características naturais (comparativas) e competitivas em relação a outros espaços ; desenvolve e aprimora o senso crítico colaborando para a formação de cidadãos no sentido pleno da palavra, capazes de tomar uma posição, defender seus ideais e propor soluções para problemas cotidianos, a Geografia serve para educar as pessoas, seja no âmbito político, social, econômico, cultural e obviamente, geográfico; explicar representações cartográficas, mais que simplesmente desenhar mapas, a Geografia deve enriquecer o que a representação cartográfica nos traz, todas as informações contidas em uma carta cartográfica são de difícil interpretação para um leigo. De forma bem resumida é pra isso que serve a Geografia: entender, planejar o espaço e formar cidadãos.
Porquê o Socialismo? Por Albert Einstein
Einstein escreveu este trabalho especialmente para o lançamento da Monthly Review , cujo primeiro número foi publicado em Maio de 1949. Será aconselhável para quem não é especialista em assuntos económicos e sociais exprimir opiniões sobre a questão do socialismo? Eu penso que sim, por uma série de razões. Consideremos antes de mais a questão sob o ponto de vista do conhecimento científico. Poderá parecer que não há diferenças metodológicas essenciais entre a astronomia e a economia: os cientistas em ambos os campos tentam descobrir leis de aceitação geral para um grupo circunscrito de fenómenos de forma a tornar a interligação destes fenómenos tão claramente compreensível quanto possível. Mas, na realidade, estas diferenças metodológicas existem. A descoberta de leis gerais no campo da economia torna-se difícil pela circunstância de que os fenómenos económicos observados são frequentemente afectados por muitos factores que são muito difíceis de avaliar separadamente. Além disso, a experiência acumulada desde o início do chamado período civilizado da história humana tem sido – como é bem conhecido – largamente influenciada e limitada por causas que não são, de forma alguma, exclusivamente económicas por natureza. Por exemplo, a maior parte dos principais estados da história ficou a dever a sua existência à conquista. Os povos conquistadores estabeleceram-se, legal e economicamente, como a classe privilegiada do país conquistado. Monopolizaram as terras e nomearam um clero de entre as suas próprias fileiras. Os sacerdotes, que controlavam a educação, tornaram a divisão de classes da sociedade numa instituição permanente e criaram um sistema de valores segundo o qual as pessoas se têm guiado desde então, até grande medida de forma inconsciente, no seu comportamento social. Mas a tradição histórica é, por assim dizer, coisa do passado; em lado nenhum ultrapassámos de facto o que Thorstein Veblen chamou de “fase predatória” do desenvolvimento humano. Os factos económicos observáveis pertencem a essa fase e mesmo as leis que podemos deduzir a partir deles não são aplicáveis a outras fases. Uma vez que o verdadeiro objectivo do socialismo é precisamente ultrapassar e ir além da fase predatória do desenvolvimento humano, a ciência económica no seu actual estado não consegue dar grandes esclarecimentos sobre a sociedade socialista do futuro. Segundo, o socialismo é dirigido para um fim sócio-ético. A ciência, contudo, não pode criar fins e, muito menos, incuti-los nos seres humanos; quando muito, a ciência pode fornecer os meios para atingir determinados fins. Mas os próprios fins são concebidos por personalidades com ideais éticos elevados e – se estes ideais não nascerem já votados ao insucesso, mas forem vitais e vigorosos – adoptados e transportados por aqueles muitos seres humanos que, semi-inconscientemente, determinam a evolução lenta da sociedade. Por estas razões, devemos precaver-nos para não sobrestimarmos a ciência e os métodos científicos quando se trata de problemas humanos; e não devemos assumir que os peritos são os únicos que têm o direito a expressarem-se sobre questões que afectam a organização da sociedade. Inúmeras vozes afirmam desde há algum tempo que a sociedade humana está a passar por uma crise, que a sua estabilidade foi gravemente abalada. É característico desta situação que os indivíduos se sintam indiferentes ou mesmo hostis em relação ao grupo, pequeno ou grande, a que pertencem. Para ilustrar o meu pensamento, permitam-me que exponha aqui uma experiência pessoal. Falei recentemente com um homem inteligente e cordial sobre a ameaça de outra guerra, que, na minha opinião, colocaria em sério risco a existência da humanidade, e comentei que só uma organização supra-nacional ofereceria protecção contra esse perigo. Imediatamente o meu visitante, muito calma e friamente, disse-me: “Porque se opõe tão profundamente ao desaparecimento da raça humana?” Tenho a certeza de que há tão pouco tempo como um século atrás ninguém teria feito uma afirmação deste tipo de forma tão leve. É a afirmação de um homem que tentou em vão atingir um equilíbrio interior e que perdeu mais ou menos a esperança de ser bem sucedido. É a expressão de uma solidão e isolamento dolorosos de que sofre tanta gente hoje em dia. Qual é a causa? Haverá uma saída? É fácil levantar estas questões, mas é difícil responder-lhes com um certo grau de segurança. No entanto, devo tentar o melhor que posso, embora esteja consciente do facto de que os nossos sentimentos e esforços são muitas vezes contraditórios e obscuros e que não podem ser expressos em fórmulas fáceis e simples. O homem é, simultaneamente, um ser solitário e um ser social. Enquanto ser solitário, tenta proteger a sua própria existência e a daqueles que lhe são próximos, satisfazer os seus desejos pessoais, e desenvolver as suas capacidades inatas. Enquanto ser social, procura ganhar o reconhecimento e afeição dos seus semelhantess, partilhar os seus prazeres, confortá-los nas suas tristezas e melhorar as suas condições de vida. Apenas a existência destes esforços diversos e frequentemente conflituosos respondem pelo carácter especial de um ser humano, e a sua combinação específica determina até que ponto um indivíduo pode atingir um equilíbrio interior e pode contribuir para o bem-estar da sociedade. É perfeitamente possível que a força relativa destes dois impulsos seja, no essencial, fixada por herança. Mas a personalidae que finalmente emerge é largamente formada pelo ambinte em que um indivíduo acaba por se descobrir a si próprio durante o seu desenvolvimento, pela estrutura da sociedade em que cresce, pela tradição dessa sociedade, e pelo apreço por determinados tipos de comportamento. O conceito abstracto de “sociedade” significa para o ser humano individual o conjunto das suas relações directas e indirectas com os seus contemporâneos e com todas as pessoas de gerações anteriores. O indíviduo é capaz de pensar, sentir, lutar e trabalhar sozinho, mas depende tanto da sociedade – na sua existência física, intelectual e emocional – que é impossível pensar nele, ou compreendê-lo, fora da estrutura da sociedade. É a “sociedade” que lhe fornece comida, roupa, casa, instrumentos de trabalho, língua, formas de pensamento, e a maior parte do conteúdo do pensamento; a sua vida foi tornada possível através do trabalho e da concretização dos muitos milhões passados e presentes que estão todos escondidos atrás da pequena palavra “sociedade”. É evidente, portanto, que a dependência do indivíduo em relação à sociedade é um facto da natureza que não pode ser abolido – tal como no caso das formigas e das abelhas. No entanto, enquanto todo o processo de vida das formigas e abelhas é reduzido ao mais pequeno pormenor por instintos hereditários rígidos, o padrão social e as interrelações dos seres humanos são muito variáveis e susceptíveis de mudança. A memória, a capacidade de fazer novas combinações, o dom da comunicação oral tornaram possíveis os desenvolvimentos entre os seres humanos que não são ditados por necessidades biológicas. Estes desenvolvimentos manifestam-se nas tradições, instituições e organizações; na literatura; nas obras científicas e de engenharia; nas obras de arte. Isto explica a forma como, num determinado sentido, o homem pode influenciar a sua vida através da sua própria conduta, e como neste processo o pensamento e a vontade conscientes podem desempenhar um papel. O homem adquire à nascença, através da hereditariedade, uma constituição biológica que devemos considerar fixa ou inalterável, incluindo os desejos naturais que são característicos da espécie humana. Além disso, durante a sua vida, adquire uma constituição cultural que adopta da sociedade através da comunicação e através de muitos outros tipos de influências. É esta constituição cultural que, com a passagem do tempo, está sujeita à mudança e que determina, em larga medida, a relação entre o indivíduo e a sociedade. A antropologia moderna ensina-nos, através da investigação comparativa das chamadas culturas primitivas, que o comportamento social dos seres humanos pode divergir grandemente, dependendo dos padrões culturais dominantes e dos tipos de organização que predominam na sociedade. É nisto que aqueles que lutam por melhorar a sorte do homem podem fundamentar as suas esperanças: os seres humanos não estão condenados, devido à sua constituição biológica, a exterminarem-se uns aos outros ou a ficarem à mercê de um destino cruel e auto-infligido. Se nos interrogarmos sobre como deveria mudar a estrutura da sociedade e a atitude cultural do homem para tornar a vida humana o mais satisfatória possível, devemos estar permanentemente conscientes do facto de que há determinadas condições que não podemos alterar. Como mencionado anteriormente, a natureza biológica do homem, para todos os objectivos práticos, não está sujeita à mudança. Além disso, os desenvolvimentos tecnológicos e demográficos dos últimos séculos criaram condições que vieram para ficar. Em populações com fixação relativamente densa e com bens indispensáveis à sua existência continuada, é absolutamente necessário haver uma extrema divisão do trabalho e um aparelho produtivo altamente centralizado. Já lá vai o tempo – que, olhando para trás, parece ser idílico – em que os indivíduos ou grupos relativamente pequenos podiam ser completamente auto-suficientes. É apenas um pequeno exagero dizer-se que a humanidade constitui, mesmo actualmente, uma comunidade planetária de produção e consumo. Cheguei agora ao ponto em que vou indicar sucintamente o que para mim constitui a essência da crise do nosso tempo. Diz respeito à relação do indivíduo com a sociedade. O indivíduo tornou-se mais consciente do que nunca da sua dependência relativamente à sociedade. Mas ele não sente esta dependência como um bem positivo, como um laço orgânico, como uma força protectora, mas mesmo como uma ameaça aos seus direitos naturais, ou ainda à sua existência económica. Além disso, a sua posição na sociedade é tal que os impulsos egotistas da sua composição estão constantemente a ser acentuados, enquanto os seus impulsos sociais, que são por natureza mais fracos, se deterioram progressivamente. Todos os seres humanos, seja qual for a sua posição na sociedade, sofrem este processo de deterioração. Inconscientemente prisioneiros do seu próprio egotismo, sentem-se inseguros, sós, e privados do gozo naïve, simples e não sofisticado da vida. O homem pode encontrar sentido na vida, curta e perigosa como é, apenas dedicando-se à sociedade. A anarquia económica da sociedade capitalista como existe actualmente é, na minha opinião, a verdadeira origem do mal. Vemos perante nós uma enorme comunidade de produtores cujos membros lutam incessantemente para despojar os outros dos frutos do seu trabalho colectivo – não pela força, mas, em geral, em conformidade com as regras legalmente estabelecidas. A este respeito, é importante compreender que os meios de produção – ou seja, toda a capacidade produtiva que é necessária para produzir bens de consumo bem como bens de equipamento adicionais – podem ser legalmente, e na sua maior parte são, propriedade privada de indivíduos. Para simplificar, no debate que se segue, chamo “trabalhadores” a todos aqueles que não partilham a posse dos meios de produção – embora isto não corresponda exactamente à utilização habitual do termo. O detentor dos meios de produção está em posição de comprar a mão-de-obra. Ao utilizar os meios de produção, o trabalhador produz novos bens que se tornam propriedade do capitalista. A questão essencial deste processo é a relação entre o que o trabalhador produz e o que recebe, ambos medidos em termos de valor real. Na medida em que o contrato de trabalho é “livre”, o que o trabalhador recebe é determinado não pelo valor real dos bens que produz, mas pelas suas necessidades mínimas e pelas exigências dos capitalistas para a mão-de-obra em relação ao número de trabalhadores que concorrem aos empregos. É importante compreender que, mesmo em teoria, o pagamento do trabalhador não é determinado pelo valor do seu produto. O capital privado tende a concentrar-se em poucas mãos, em parte por causa da concorrência entre os capitalistas e em parte porque o desenvolvimento tecnológico e a crescente divisão do trabalho encorajam a formação de unidades de produção maiores à custa de outras mais pequenas. O resultado destes desenvolvimentos é uma oligarquia de capital privado cujo enorme poder não pode ser eficazmente controlado mesmo por uma sociedade política democraticamente organizada. Isto é verdade, uma vez que os membros dos órgãos legislativos são escolhidos pelos partidos políticos, largamente financiados ou influenciados pelos capitalistas privados que, para todos os efeitos práticos, separam o eleitorado da legislatura. A consequência é que os representantes do povo não protegem suficientemente os interesses das secções sub-privilegidas da população. Além disso, nas condições existentes, os capitalistas privados controlam inevitavelmente, directa ou indirectamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É assim extremamente difícil e mesmo, na maior parte dos casos, completamente impossível, para o cidadão individual, chegar a conclusões objectivas e utilizar inteligentemente os seus direitos políticos. Assim, a situação predominante numa economia baseada na propriedade privada do capital caracteriza-se por dois principais princípios: primeiro, os meios de produção (capital) são privados e os detentores utilizam-nos como acham adequado; segundo, o contrato de trabalho é livre. Claro que não há tal coisa como uma sociedade capitalista pura neste sentido. É de notar, em particular, que os trabalhadores, através de longas e duras lutas políticas, conseguiram garantir uma forma algo melhorada do “contrato de trabalho livre” para determinadas categorias de trabalhadores. Mas tomada no seu conjunto, a economia actual não difere muito do capitalismo “puro”. A produção é feita para o lucro e não para o uso. Não há nenhuma disposição em que todos os que possam e queiram trabalhar estejam sempre em posição de encontrar emprego; existe quase sempre um “exército de desempregados. O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. Uma vez que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não fornecem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita e tem como consequência a miséria. O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O motivo lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a depressões cada vez mais graves. A concorrência sem limites conduz a um enorme desperdício do trabalho e a esse enfraquecimento consciência social dos indivíduos que mencionei anteriormente. Considero este enfraquecimento dos indivíduos como o pior mal do capitalismo. Todo o nosso sistema educativo sofre deste mal. É incutida uma atitude exageradamente competitiva no aluno, que é formado para venerar o sucesso de aquisição como preparação para a sua futura carreira. Estou convencido que só há uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objectivos sociais. Nesta economia, os meios de produção são detidos pela própria sociedade e são utilizados de forma planeada. Uma economia planeada, que adeque a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, mulheres e crianças. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias capacidades inatas, tentaria desenvolver nele um sentido de responsabilidade pelo seu semelhante em vez da glorificação do poder e do sucesso na nossa actual sociedade. No entanto, é necessário lembrar que uma economia planeada não é ainda o socialismo. Uma tal economia planeada pode ser acompanhada pela completa opressão do indivíduo. A concretização do socialismo exige a solução de problemas socio-políticos extremamente difíceis; como é possível, perante a centralização de longo alcance do poder económico e político, evitar a burocracia de se tornar toda-poderosa e vangloriosa? Como podem ser protegidos os direitos do indivíduo e com isso assegurar-se um contrapeso democrático ao poder da burocracia? A clareza sobre os objectivos e problemas do socialismo é da maior importância na nossa época de transição. Visto que, nas actuais circunstâncias, a discussão livre e sem entraves destes problemas surge sob um tabu poderoso, considero a fundação desta revista como um serviço público importante.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Dia 23/05, dia internacional contra MONSANTO. 


 A Monsanto é uma das gigantes do agronegócio no mundo, com sua produção voltada aos insumos agrícolas é hoje uma das empresas mais lucrativas dos EUA, número um na tecnologia genética (transgênicos) e na produção de agrotóxicos, tudo com a desculpa de produzir mais alimentos e de forma mais barata, mais acessível para os mais pobres, contudo, a fome no mundo não diminuiu, mesmo sendo nossa produção de alimentos maior que o necessário para alimentar toda população mundial. Mesmo não conhecendo a Monsanto a grande maioria de nós ingere seus produtos diariamente.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

IBGE DEFINE 104 REGIÕES RURAIS NO BRASIL


O IBGE divulgou do dia 30 de abril de 2015, a 1ª parte do projeto Regiões Rurais, que tem por objetivo elaborar uma divisão regional do Brasil a partir da dinâmica geográfica traçada pela produção agroindustrial no território nacional. Nesta divulgação, o estudo apresenta a lista com as 104 Regiões Rurais definidas, além de uma abordagem conceitual, que passa pela compreensão da dinâmica territorial brasileira, e a metodologia geográfica, que reúne informações estatísticas e cartográficas e possibilita uma visão integrada e abrangente da realidade rural, não mais se limitando ao estritamente agrícola.

Para definir as Regiões Rurais, o IBGE utilizou conceitos de divisões regionais baseadas em área e estudos regionais (ou área de influência) baseados em redes. As primeiras definem espaços de contiguidade e uso da terra, enquanto os segundos, espaços polarizados estruturados por funções e fluxos. Embora distintos, os conceitos não são excludentes, e é de seu entrecruzamento que resultam alguns dos processos de regionalização mais complexos e abrangentes.

Assim, o projeto revela, de forma inédita, um retrato de 104 Regiões Rurais designadas por uma ou mais cidades que articulam essas regiões. Essas cidades foram classificadas segundo sua importância na rede urbana brasileira, o que permite uma leitura conjugada das Regiões Rurais identificadas pela pesquisa aos centros urbanos de importância local, regional e nacional.

Além de uma visão integrada do espaço rural com os centros urbanos nacionais, o projeto incorporou também a presença de grandes Terras Indígenas e Unidades de Conservação, que compõem, nos dias atuais, um complexo mosaico do território brasileiro muito além da estrita produção agropecuária. Isso ocorre principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Amapá e Roraima.

Com isso, o Projeto Regiões Rurais constitui a mais recente contribuição ao processo de integração das informações estatísticas às informações geradas no âmbito dos estudos e análises geográficas referentes ao agro nacional. Nesse sentido, além do objetivo principal de construir uma regionalização do espaço rural brasileiro para servir à divulgação de dados censitários, espera-se, também, contribuir para subsidiar o planejamento territorial do país através da escolha e localização de políticas e ações públicas e/ou privadas pensadas de forma estratégica.

Mapa em PDF das Regiões Rurais 2015

A lista com as 104 Regiões Rurais e outras informações referentes a essa divulgação estão disponíveis no link


http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/default_regioes_rurais.shtm

Fonte:  IBGE

O que é a Geografia ?


Mesmo sendo do conhecimento de todos, esta pergunta é recorrente, embora já nos primeiros anos vida todos já comecem a ser influenciados pela geografia e aprender a localizar-se no espaço, referenciar, a sua casa na sua rua, a sua rua no seu bairro, o seu bairro na sua cidade, sua cidade no seu estado, seu estado no seu país, aumentando estas escalas com o passar dos anos, aprendendo os pontos cardeais, mais tarde sendo apresentados a disciplina Geografia na escola, a grande maioria não sabe o que é Geografia.
Aqui vai uma breve explicação, algo bem superficial sem aprofundar-se muito no assunto.

A Geografia é uma palavra derivada do grego antigo: GEO = Terra e GRAFIA = descreve, portanto de forma sucinta podemos dizer que a Geografia descreve a Terra? Sim, esta resposta não estaria errada, porém muito pobre e incompleta em se tratando de uma ciência tão rica, com tantas bases teóricas e interfaces com outras ciências para analise dos fenômenos físicos, biológicos e antrópicos. A Geografia é a ciência que estuda o espaço em sua forma estrutural e conjuntural , já que todos os fenômenos desenvolvem-se em um espaço, mais precisamente no espaço geográfico, entendendo-se por espaço geográfico o conjunto dos elementos naturais e elementos sociais, “é entendido como o espaço produzido e apropriado pela sociedade, composto pela inter-relação dos objetos naturais e culturais” (Santos,2006), o palco das contínuas relações sócio-espaciais : econômicas, políticas, culturais e ambientais.

Para um melhor entendimento dos fenômenos ocorridos no espaço a Geografia possui suas próprias “ferramentas” (conceitos e categorias de análise) mas também utiliza-se de conceitos de outras ciências como: Biologia, Ecologia, Economia, Estatística, Climatologia, Geologia, Pedologia, Hidrologia, Sociologia, História, Topografia, Sensoriamento Remoto, Cartografia, Limnologia, entre outras , além das disciplinas inerentes à Geografia como Geografia Populacional, Geografia Rural, Geografia Urbana, Geografia Econômica, Geomorfologia, Geopolítica, Geoarqueologia e outras tantas, mesmo valendo-se de conceitos de outras ciências a Geografia possui um olhar único e peculiar ao analisar o espaço.

Logo chegamos a conclusão de que a Geografia vai muito além do que é ensinado no ensino médio, uma série de decorebas como capitais, rios, biomas, climas, etc. Como dito anteriormente este é um breve resumo do que é a Geografia, em breve postaremos mais sobre o tema aprofundando cada vez mais nos conceitos e categorias de analise.

Loivo Knapp de Almeida
Alexander von Humboldt (1769-1859)

Geólogo, botânico e naturalista, o alemão Friedrich Wilhelm Heinrich Alexander von Humboldt é considerado o pai da ciência geográfica.
Realizou inúmeras viagens ao redor do mundo entre o final do século XVIII e inicio do XIX, o que contribuiu decisivamente para a formulação de suas principais ideias. Em suas viagens teve a preocupação em entender as diferenças e similaridades entre as paisagens da superfície terrestre, usando para isso o método comparativo.
“Em relação ao método comparativo usado por Humboldt, cabe destacar somente que o usou de forma abundante e que alguns consideram que é precisamente este uso de comparações universais sua contribuição mais importante. Humboldt comparava, de
fato, sistematicamente as paisagens do setor que estudava com outras partes da Terra. Assim, por exemplo, comparava as planícies do Orinoco com os Pampas, os desertos do velho continente e os da América, o altiplano do México e o da Península Ibérica, as montanhas da Europa e as do Novo Mundo” (CAPEL, 2004, p. 14).


O que faz um geógrafo ?
Esta é outra pergunta frequente que nós geógrafos ouvimos constantemente, pois a Geografia é uma ciência não compreendida ou desconhecida pela maioria das pessoas.


O diálogo é quase sempre o mesmo:
- O que você faz?
- Sou geógrafo.
- Ah então você da aulas?!
Ou...
- Que faculdade ( graduação) você está fazendo?
- Geografia.
- Ah legal, então você quer ser professor?
Ou pior...
- Que faculdade ( graduação) você está fazendo?
- Geografia.
- Ah legal, vamos ver se você sabe mesmo, então me diga qual a capital do Turcomenistão? (ISSO É IRRITANTE)
Dica de leitura: O CAPITAL ( Karl Marx ).

Sempre atual, leitura básica para todo geógrafo.




"O capital é um livro muito interessante. É uma peça clássica da literatura que dá muito prazer de ler. Outra razão para lê-lo é que O capital não é sobre socialismo, comunismo ou qualquer coisa do gênero. É um exame crítico dos problemas e das contradições do capitalismo. Sua leitura é particularmente informativa no momento atual".(David Harvey)

Segue o link do PDF:

http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_fontes/acer_marx/ocapital-1.pdf
O QUE É SOCIALISMO, COMUNISMO E CAPITALISMO?
Quais seus aspectos e diferenças?



Como é de conhecimento geral o Brasil vem passando por séria crise econômica e política, que tem levado milhões de pessoas às ruas, polarizando o país entre os pró-governo Dilma e os contra o governa Dilma, ambos repletos de argumentos e com suas inúmeras reivindicações geralmente difusas, de um lado os que apoiam o governo defendem as importantes conquistas dos últimos anos, principalmente as conquistas sociais, de outro lado estão os contrários ao governo que reivindicam por diversos assuntos: combate a corrupção, impeachment, volta da ditadura, fim da democracia, intervenções diversas até mesmo dos EUA, fim do estado laico... enfim, são vários os motivos que levam a população às ruas e sobrou até mesmo para Marx e Paulo Freire, que devem se revirar em seus respectivos túmulos com tantas asneiras. Mas nosso objetivo aqui não é colocar mais lenha nesta fogueira e sim um pouco de luz, se é que é possível, o que nos preocupa é o ódio e o surgimento de fundamentalismos, criticas muitas vezes por aquilo que não se conhece, estou falando da grande quantidade de pessoas que criticam o socialismo e comunismo, sem ter o mínimo de conhecimento daquilo que elas dizem odiar. Para evitar mal entendidos vamos dar uma breve explicação, bem superficial mesmo, sobre estes diferentes sistemas político-econômicos, pois para simpatizar ou odiar de algo é preciso conhecer.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Agricultura do Capital (Agronegócio) x Agricultura Camponesa.


Recentemente na Câmara dos Deputados, foi aprovada a PL 4148/2008, que retira a obrigatoriedade de informação em rótulos de produtos transgênicos, uma vitória importante do Agronegócio e um retrocesso para sociedade que perde seu direito à informação, porém o tolhimento à informação é só a ponta do iceberg de uma discussão complexa e importante que envolve os paradigmas do agronegócio e os paradigmas da agricultura camponesa e familiar, que permeiam os conflitos pela terra e a justiça no campo.

O Que É Geografia?

A Geografia estuda um pouco de tudo

Que geógrafo nunca ouviu esta frase? A ideia de que a geografia estuda de tudo um pouco caiu no senso comum até por que o objetivo, a proposta do estudo não é bem conhecido pela população em geral. Pergunte para pessoas: o que estuda a geografia? Ou melhor, para que serve?


Na primeira pergunta as pessoas vão se esforçar para responder. Quanto a segunda, creio que poucas o conseguiriam.

  



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Países Europeus que Completam o Brasil


   Não é a toa que o Brasil é chamado de País Continental. Trabalhemos pois para que ele seja tão importante quanto o seu tamanho! 
    

A cidade ou o campo, qual tem mais importância?


É verdade que o campo moderno não é mais o tradicional campesinato, apesar dele ainda existir. Mesmo os mais simples dos pequenos produtores fornecem algum serviço há cidade e ai reside a sua importância: a de manutenção do centro urbano.


terça-feira, 5 de maio de 2015

A geografia e nosso cotidiano

Qual a importância da geografia em nossas vidas? Essa questão deve sempre ser discutida. Uma disciplina que, assim como muitas outras ciências humanas, sofre preconceito e/ou é mal compreendida, precisa discutir estes assuntos para acabar com a ignorância.

Afinal, qual o objetivo de toda ciência senão esclarecer as pessoas?